
Ás vezes eu não sinto, mas quando percebo estou chorando.
Há dias em que a nostalgia se torna inevitável.
Nesses dias eu deito, fecho os olhos para acalmar a mente...
mas cenas se fazem e de sonhos antigos eu lembro-me.
Deixo as músicas falarem por mim. Ouço-as. E choro.
Choro não pela ausência, acho que choro por
eu sentir falta quando eu queria já ter esquecido.
Eu queria fechar os olhos e ver branco ao invés de fotos antigas.
Eu queria saber o que se sente quando se abandona.
Eu queria saber o que se sente quando se muda de uma hora pra outra.
Eu queria saber.
Já não sei mais o que está por vir...
eu busco no Divino alguma explicação.
Eu tento não lembrar, eu tento não sentir, eu tento não ter falta...
e no mais íntimo eu ainda tento acreditar que você sente o mesmo.
Seu rosto sério, sua expressão de fora de si,
seu sorriso exterior às vezes transparece que por dentro estais gritando.
E sabe do que mais? Eu quero que você grite! Eu quero que
você tente encontrar em outros braços um abraço confortante,
eu espero que você não encontre! Eu quero que você sinta falta dela.
Eu queria que você se arrependesse, mas que quando isso acontecesse tudo
nela tivesse mudado. Alguém ela tivesse e você se sentiria um lixo,
porque é isso o que você é. É isso o que você foi.