terça-feira, 13 de dezembro de 2011




Eu só quero...

amar como sempre amei. falar com a certeza que sempre tive.
andar e caminhar como eu costumava. viver como se eu fosse feliz. e sendo.

"você ficou e a noite veio... nos trazer a escuridão".

Eu só preciso...

te ouvir dizer que sou só sua. de que só de mim você precisa. e nada e mais ninguém importa.

"gostei do seu charme e do seu groove"

Eu só faço...

permanecer calada. esperar de você. esquecer o 'nós dois'.

"eu sei a palavra que você deseja escutar".

Eu já não sei...

até quando vamos durar. quando vou confiar. como me acostumar.

"honestamente, eu só quero te dizer, que eu acertei o pulo quando te encontrei".

domingo, 11 de dezembro de 2011

Namore uma garota que lê.



Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.

Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

* Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


‎- Tá fazendo o que?
- Lendo um texto que acabei de escrever.
(20 minutos depois)
- E agora, tá fazendo o que?
- Lendo um texto.
- O mesmo?
- Sim.
- Por que?
- Quero ver se acredito no que disse. Se viro meu eu-lírico. Se consigo essa coragem.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011




Há quem pense que Economia é só pensar em "capital" ou que são apenas as relações de produção, compra e venda. Ora, pensar a Economia hoje requer um vasto olhar, pois todas as coisas remetem a 'ela'. Nossos problemas atuais tem relação direta com as transformações econômicas tidas ao longo do tempo. A fome, a poluição, as revoluções, as quedas de sistemas, a noção de liberdade, novos sentimentos, tecnologias, movimentos sociais, complexidade das relações políticas, a nova lógica de globalização pela qual o mundo passa a ser regido... E sobretudo a dependência como se não houvesse alternativas ao "novo" objeto da economia, que é o dinheiro. "God money". Pelo qual se briga, se torna insensível a dor alheia e pelo qual se mata.O quão estúpido e forte este sistema é? Que não há nada que possa derrubá-lo?! Que não nos permite ver um horizonte com um futuro de igualdade e que sempre reforça a desigualdade social como uma segurança para "si próprio".
Novas "doenças" surgem. A ganância se torna cada vez mais imperativa. Impulsividade de comprar, insatisfação, vergonha por não ter algo, exclusão por não estar atualizado tecnologicamente... A nova formação cultural de culturas antes híbridas torna-se numa mistura homogenia, onde sentimentos tornam-se comuns e os anseios tornam-se iguais. Cada nação quer conquistar o seu lugar. Elas brigam. Bem como as pessoas que seguem o mesmo ritmo. Não há lugar para todos e para chegar no topo é preciso empurrar o outro ao invés de dar as mãos. Estamos todos sob o mesmo sol. O sol ainda nasce para todos. Vivemos todos com o mesmo mistério.... Quem nos deu vida? E ainda assim queremos chegar a um lugar utópico, e para isso tornamos como uma verdade irrevogável, de que temos que ser melhores do que os outros em tudo. Somos capazes de destruir estoques agrícolas a fim de conter a queda de seus preços, mesmo com uma nação inteira como a África tendo sua população morrendo de fome.
Somos capazes de vivermos nossas vidas sem se preocupar com as dores de nosso "vizinho" só porque é mais fácil.
Somos capazes de achar que nada podemos fazer, porque também é mais fácil.

As crises estão só começando... Estamos começando a perceber as falhas do sistema. Um bom momento talvez, para se pensar uma revolução. Sem mortes, sem guerra, sem violência de espécie alguma. E quem sabe o futuro nos reserva algum tipo de igualdade que não seja "jurídica"?

terça-feira, 18 de outubro de 2011



E se não houver mais sonhos? E se não houver mais força? E se eu não tiver mais você?
Se desaparecer a vontade? Se eu não encontrar a verdade? Se não houver? E então vier o desespero. Se não vierem as conquistas? E se nos perdermos na caminhada? Para que lado você irá sozinho? Se não passarem de planos?

And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

sexta-feira, 2 de setembro de 2011



"Quando desejos não voltam. E o que era, de tanta convicção... Torna-se algo não 'sido'. Eu sou, isso foi, nós fomos ou somos? E o que será amanhã? Transbordo vontades. Contidas. Sufocadas. Esquecidas."

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A cor amarela.



Eu gosto da vida desse jeito, amarela...
Nesse tom meio desbotado, sabe, assim... sem ser azul, rosa ou vermelho...
Gosto dos dias de sol, de poder andar... transcender. Ser eu mesma. Não me importar.
Cantar, tintilar, fazer. Prefiro esse alaranjado, com clima quente. Proximidade, sabe do que tou falando?! É calor, o calor. Esse que faz a gente ter motivo. Motivo para abraçar, para sorrir, enfim amar. Quando reconhecemos que até nossos erros são coisas boas. É recente, digo, esse meu gostar... Do amarelo estou falando. Sinto que com a cor amarela posso viver a vida, sonhar, dançar e amar(ela).

quarta-feira, 27 de julho de 2011


Eu gosto de ser assim. De não transparecer. De não deixar tão identificável as coisas que gosto. Os lugares os quais frequento. Os amigos que tenho. Guardo muitas coisas na mente, outras apenas no coração. Umas escondo de mim mesma... Gosto das pequenas coisas, gosto muitas vezes daquilo que ninguém percebe. Do orvalho nas folhas, da brisa, dos primeiros raios solares que surgem na manhã. Da cor de janelas... Do envelhecimento nos objetos... Da arte que ninguém vê e que por ninguém foi feita. Eu gosto do simples. E isso não dá para explicar. Isso nem todos podem ver. Nem num esforço. Não esforço-me, apenas percebo naturalmente... E distraio-me. Saio do aqui e do agora. Meu mundo é outro. É invisível. Indecifrável. É misterioso.

domingo, 26 de junho de 2011




Quando não está aqui, faz-se outono em mim e eu simplesmente sou só. Será que alguém também se sente assim? Há no mundo quem se sinta dono de suas próprias escolhas? Agir por mim. Devo. Tempo. Um tempo para pensar, para sentir, para ser. Eu já não "sou" há algum tempo. Faces obscurecidas por um cotidiano teatral. E mais tarde? Quais serão minhas memórias...E o que poderei chamar de meu? O que me restará senão a mim mesma? Rio, faço histórias, bebo, danço, canto... Num meio de falsa intimidade. Num meio ilusório. Em que frente a minha tristeza, não sobra nada, não aparece ninguém. Não posso contar. Só posso contar. Nada. Meus dias. Um rio de vidas para eu descobrir. Um rio de histórias para serem vividas. Por quanto tempo durará o amor? Pode o amor ser mais longínquo que a memória? Tenho razões maiores, mais fortes? De qual lado? Quando isso passará? Não poderia o cósmico me encher de satisfação? Constante insatisfação, isto tematiza a vida humana. Por que não nasci pássaro, borboleta... Faz-se outono em mim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011



VOCÊ,

poesia, versos livres, música, refrões, melodias, outono, fotos, rabiscos, tardes, chuva, sol, magia, céu, mar, fluxo, chocolates, manhãs, noites inteiras, perfumes, desenhos, futuro, nostalgia, saudades, planos, sempre, abraço, carinho, verão, borboletas, chocolates, caixas, silêncio, segredos, ciúmes, flores, prazer, beijos, primavera, lírios, margaridas, madrugadas, carnaval, inverno, sorrisos, luz, paz, escuro, harmonia, cumplicidade, afago, olhar, gratidão, força, conselho, amor, paixão,

VOCÊ!

 
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